Uma estratégia equilibrada é a solução para sobreviver em épocas de crise.


Não é fácil se destacar e crescer dentro de um ambiente de mercado em desenvolvimento e com uma economia estabilizada, mesmo adotando-se uma estratégia assertiva. Imagine quando falta confiança na economia e os mercados entram em desaceleração.

Será que dá para superar uma crise somente cortando custos? Ou será a oportunidade para equilibrar a estratégia para um novo momento? Vamos imaginar que o furacão dure um ano inteiro, que sua empresa foque somente na redução de custos e, para tanto, abandone os projetos de inovação, reduza o investimento em capacitação das equipes, interrompa a avaliação sobre a satisfação dos clientes, quando não, corte também o cafezinho. Do outro lado, os clientes passam a exigir maior qualidade no atendimento, produtos e serviços mais atrativos, preços convidativos, marcas que ofereçam maior confiança e tudo aquilo que os façam perceber uma relação mais vantajosa na decisão de compra de um bem ou serviço. Não menos relevante, há ainda outros interessados em satisfazer essas necessidades e de forma plena, exibindo um grande sorriso nos lábios, a chamada concorrência.

Então, como sair dessa sinuca de bico? Nada que seja impossível, mas certamente demandará muito mais energia de todos. Contudo, só energia não basta; é necessária uma estratégia clara e bem alinhada entre todos os níveis da empresa, com objetivos claros, indicadores mensuráveis, metas atingíveis e, principalmente, iniciativas eficazes que agreguem valor à estratégia. O processo deve ser bem simples e objetivo. Defina aonde a empresa quer chegar (VISÃO). Estruture a gestão do negócio sob quatro perspectivas: FINANCEIRA, CLIENTES, PROCESSOS e PESSOAS. Para cada uma das perspectivas, estabeleça objetivos relevantes para o sucesso do negócio. Tente trabalhar com no máximo 16 a 20 indicadores de desempenho mensuráveis. Para cada indicador, crie um plano de ação. Uma vez estabelecidos os indicadores, atribua metas atingíveis que motivem a equipe a alcançá-las. A partir daí, farão a diferença o talento e a criatividade para promover iniciativas que estejam alinhadas entre si e contribuindo para o objetivo maior da organização: a sua razão de existir.

E, por último, mas não menos importante, crie uma cultura de comunicação aberta, promova a interação entre todos colaboradores, crie um espírito participativo, envolva sua equipe. Certamente, quando a crise passar, além de sobreviver, a empresa estará preparada para buscar novos desafios e continuará crescendo de forma sustentável.